Sudene amplia recursos, prioriza pequenos empreendedores e distribui financiamentos estratégicos para todos os estados da região.

Em uma decisão que marca um novo ciclo de desenvolvimento para o Nordeste, o Conselho Deliberativo da Sudene aprovou a programação recorde de R$ 52,6 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para 2026. O valor, o maior já destinado pelo fundo, representa um crescimento de 11,1% em relação ao ano anterior e reforça a estratégia nacional de acelerar o desenvolvimento equilibrado e sustentável da região.
A reunião foi conduzida pelo secretário executivo do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Valder Ribeiro, que destacou a importância da ação conjunta entre governo federal, Sudene e conselheiros para garantir que os investimentos estejam alinhados ao Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE).
Os R$ 52,6 bilhões serão distribuídos entre os 11 estados da área de atuação da Sudene, com destaque para aqueles com maior densidade produtiva. A divisão ficou assim:
Bahia – R$ 11,09 bilhões
Ceará – R$ 7,01 bilhões
Pernambuco – R$ 6,27 bilhões
Maranhão – R$ 5,57 bilhões
Piauí – R$ 5,12 bilhões
Rio Grande do Norte – R$ 3,70 bilhões
Paraíba – R$ 3,65 bilhões
Minas Gerais (região da Sudene) – R$ 3,19 bilhões
Alagoas – R$ 2,82 bilhões
Sergipe – R$ 2,76 bilhões
Espírito Santo (municípios do Norte) – R$ 1,32 bilhão
A alocação reforça um ponto central: todos os estados receberão recursos para estimular setores estratégicos, gerar empregos e fortalecer suas economias locais.
A base econômica do Nordeste — formada por mini, micro, pequenos e
médios empreendedores — será diretamente beneficiada. Do total de recursos, R$ 32,6 bilhões (62%) serão destinados especificamente para esse público.
A medida reforça o compromisso de ampliar crédito, fortalecer cadeias produtivas regionais e impulsionar negócios que estão no coração do desenvolvimento local, desde pequenos comerciantes e agricultores familiares até empreendedores urbanos e prestadores de serviço.
O FNE 2026 vai direcionar recursos para atividades essenciais ao crescimento econômico e à qualidade de vida da população. A programação setorial ficou assim:
Pecuária: R$ 12,41 bilhões
Comércio e serviços: R$ 10,95 bilhões
Infraestrutura: R$ 10,56 bilhões
Agricultura: R$ 10,45 bilhões
Indústria: R$ 6,3 bilhões
Turismo: R$ 1,7 bilhão
FNE Sol (pessoa física): R$ 150 milhões
FIES: R$ 32,2 milhões
O conjunto de ações revela uma estratégia clara: diversificar investimentos, reduzir desigualdades regionais e criar bases sólidas para um desenvolvimento de longo prazo.
Além dos investimentos, o Conselho aprovou ajustes importantes na programação do FNE 2025. Entre eles, a inclusão do tema “Recaatingamento da Caatinga” nas diretrizes do FNE Verde — uma iniciativa que reforça o compromisso ambiental e amplia o apoio técnico a projetos sustentáveis.
Outro destaque foi a aprovação do novo marco regulatório do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), que moderniza normas, reduz prazos, flexibiliza documentos e estabelece contrapartidas sociais e territoriais mais claras.
Para o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, as decisões tornam a autarquia ainda mais preparada para promover um crescimento includente, sustentável e atento às especificidades de cada território.
Com mais recursos, regras modernizadas e forte foco na base produtiva, o FNE 2026 se apresenta como um dos principais vetores de transformação econômica da região. O Nordeste, reconhecido por seu potencial produtivo e diversidade econômica, ganha fôlego para acelerar investimentos, estimular inovação e reduzir desigualdades estruturais.
O movimento reforça a mensagem: há um esforço concreto do governo federal e dos estados para impulsionar o desenvolvimento regional, fortalecer quem empreende e abrir caminhos para um futuro mais próspero para milhões de nordestinos.
