Sabores e elegância moldam o empreendedorismo feminino em Palmeira dos Índios/AL

Publicado por: Redação
Postado:  07/06/2026

Doces caseiros, geleias, vinho de jabuticaba e o corte preciso da Majô ateliê compõem um banquete de boas histórias do empreendedorismo feminino na Princesa do Sertão.

Pedro Barros

Repórter

Uma cidade vocacionada para atividades empreendedoras e que se destaca como um dos melhores municípios alagoanos para se fazer negócios. Assim é Palmeira dos Índios, distante 134 km de Maceió. Com uma economia diversificada, o município, localizado na região Agreste do estado, já foi contemplado com o prêmio Cidade Empreendedora, concedido em 2021 pelo Sebrae.

Dados da Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal), referentes a 2025, contabilizam 5.372 empresas com registro ativo na cidade. Esse quantitativo coloca Palmeira dos Índios na sétima posição entre os municípios do estado com mais empresas em atividade.

Esse número contempla empresários individuais, sociedades anônimas e limitadas, empresas públicas, sociedade de economia mista, cooperativas e associações de empreendedores. Essas duas últimas categorias de empreendimento é objeto aqui, nesse conteúdo que trata de empreendedorismo feminino.

É nesse ambiente favorável à atividade empreendedora que localizamos as três personagens que compõem essa reportagem. São relatos de força e determinação na árdua caminhada do empreendedorismo.

Delícia de doce

Nossa primeira conversa foi com Maria Cícera Barbosa Bezerra. Casada, 52 anos, mãe de dois filhos e avó de dois netos. Ela é uma “legítima” representante da força empreendedora feminina. Com esforço e acompanhamento de instituições voltadas ao fomento de ações empreendedoras, Maria Cícra conseguiu transformar a dura realidade em que vivia.  Atualmente planeja, junto com suas companheiras de trabalho, a construção da tão sonhada fábrica de doces da Associação de Doceiros e Artesãos de Palmeira dos Índios (ADAPI).

As amigas Ana Lúcia e Cícera em mais um dia de trabalho. Foto: cortesia.

Maria Cícera é a atual presidente da associação. Mas, antes de seu engajamento nesse movimento vivia apenas do “artesanato indígena”. Era um tempo  difícil, com poucos recursos e essa atividade ajudava, dentro das possibilidades, na manutenção das despesas da casa, como explica a empreendedora. “Comecei a trabalhar com o artesanato indígena para ajudar na renda de casa, pois não tinha trabalho, nem eu, nem meu esposo. Ele trabalhava na época como pintor e a renda da gente era muito pouca”, confesa. Ela destaca ainda nesse começo de atividade a importância do apoio por parte de programas institucionais.  Esses programa auxiliam na divulgação do trabalho do artesão e ajudam a escoar a produção em feiras e eventos.

“Com o artesanato, comecei a participar de feiras e de outros eventos, até aqui mesmo na cidade, através do Programa Empreender. Na época e através dele, a gente começou a ter mais divulgação”.  E foi nesse período, ano de 2021, que a empreendedora recebeu um convite “especial” e que viria a mudar a sua trajetória como empreendedora.

O convite partiu de uma integrante, à epoca, do grupo de doceiras da cidade. Ela só recorda o primeiro nome dessa amiga chamada Telma. A amiga estava, naquele momento, à frente do grupo. As duas se encontraram em um evento em Maceió. Telma, então, faz o convite.  “A gente se encontrou numa feira de agricultura familiar, em Maceió, e ela me convidou para fazer parte do grupo das doceiras. Aceitei o convite e entrei no grupo. Isso foi em 2021”, explicou.

A partir desse momento, a empreendedora começa a participar das ações do grupo. O primeiro passo é entender as receitas e como se preparam as iguarias. Aprendeu a fazer os mais diversos tipos de doces. “Comecei a fabricar  os doces”, falou com entusiasmo. A alegria em relembrar seus primeiros momentos na produção dos doces, brevemente dá espaço a um ar mais solene.

Um misto de boas lembranças e de tristeza transpareceu em seu olhar. “Há pouco tempo perdemos uma pessoa muito importante do grupo, nossa vice-presidente, Maria Aparecida Soares. Foi com ela, principalmente, que aprendi a fazer os doces”, recordou.

Recomposta desse momento saudosista, a empreendedora continuou o relato - agora só com boas notícias. E estas vêm com o ânimo que ela demonstra com o seu trabalho. “Eu amo o que eu faço, amo o meu trabalho. É muito bom ser independente. Ter seu próprio dinheiro, fazer seu produto, vender. Ganhar dinheiro, sem ter que receber ordens de terceiros é gratificante”, relata.

E seguindo essa linha entusiasta, Cícera aproveita para dar um conselho, simples e direto, às mulheres que pretendam empreender: “as mulheres que gostariam de ter seu próprio negócio e que queiram se transformar em empreendedoras, não tenham medo, lutem para conquistar os seus sonhos”, enfatiza.

Mas apesar do alerta singelo, a empreendedora sabe dos desafios a serem enfrentados e por isso reconhece a necessidade e a importância de apoio institucional para que negócios semelhantes possam ganhar maturidade e posicionamento no mercado.  Nesse contexto, ela destaca o  apoio do programa Alagoas Maior que fortaleceu  o grupo, criando a marca Adapi, inspirada na sigla da associação e implementando o uso de códigos de barras.

Todas essas intervenções institucionais, segundo a empreendedora, além de aumentar a divulgação em torno dos produtos, trouxeram mais credibilidade aos trabalhos desenvolvidos pela Adapi.

Doceiras em ação. Foto: cortesia.

Apesar de todas esses avanços, a associação ainda não tem sede própria. Essa é uma das principais bandeiras da gestão de Maria Cícera à frente da entidade. “Nosso principal sonho é que a gente consiga construir nossa fábrica de doces. Assim, poderemos ampliar a nossa produção e criar novos produtos”, disse. Mas, enquanto a tão sonhada fábrica não chega, as muitas vitórias conseguidas até aqui dão um orgulho “danado” a todas as 16 doceiras que fazem parte da Adapi.

Esse orgulho é uma medida da dedicação ao trabalho coletivo e também da  crença que o grupo tem no crescimento e sustentabilidade do negócio. A  presidente da associação, aqui retratada, é símbolo dessa crença que vislumbra mudanças e futuro promissor. A bem da verdade, esse futuro, está bem próximo, pois a trajetória pessoal de cada uma delas está sendo transformada a cada momento em que um doce é produzido, distribuído e consumido.

Que tal um vinho de jabuticaba?

Depois do banquete, "regado" com os melhores doces da cidade, vamos agora saborear as delícias que a jabuticaba pode nos oferecer. E esse sabor vai além da fruta in natura, que praticamente todo brasileiro conhece. Ele passa por deliciosas geleias, doces e até pela casca da fruta, aproveitada de forma cristalizada. Mas tem um produto que se apresenta com uma dose de ousadia e ineditismo. É o fermentado da fruta, que já caiu no gosto popular com a “alcunha” de vinho de jabuticaba.

Salete Barbosa, vice-presidente e "Relações Públicas" da Coopcam. Foto: cortesia

“Eu cresci fazendo uso dessa bebida”. A afirmação é de Salete Barbosa, vice-presidente da Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa do Estado de Alagoas (Coopcam). A cooperativa ganhou notabilidade, exatamente, por aproveitar a jabuticaba em diversas receitas, sendo o vinho um dos principais derivados da fruta.

A empreendedora tem um histórico de mobilização de grupos produtivos e tem utilizado essa experiência para ajudar na condução dos destinos da Coopcam. Ela mobilizou um grupo de pessoas, que já eram cooperadas, para reativar as atividades do empreendimento constituindo uma nova direção. A partir de 2018, Salete ingressa permanentemente na cooperativa. Sua experiência pessoal como empreendedora ajudou o grupo a se mobilizar nas diversas operações da entidade. Atuando desde os processos de produção, participando de feiras e eventos e contribuindo com a comercialização, a empreendedora vai deixando a sua marca: engajamento e facilidade para conversar com o mercado, fatores fundamentais para o desenvolvimento de qualquer atividade econômica. “Feiras, eventos e na comercialização dos produtos, é onde venho atuando mais fortemente”.

A gestora exerce um misto de relações públicas e vendedora da produção da cooperativa. “Venho atuando fortemente vendendo e apresentando os produtos para lojas e, também, participando dos processos de inscrição em feiras, eventos e seminários”, destaca. Não seria exagero afirmar que atualmente a imagem da organização e de sua vice-presidente se confundem.

Um pouco da história

Salete explica que o vinho de jabuticaba tem uma história bem anterior à cooperativa. A bebida na região remonta a 1975. “Eu tinha 5 anos quando as famílias começaram a fazer essa bebida. Ela era feita e ainda é, pelas famílias, para Novena de São Pedro. Todo ano, dia 29 de junho”, explicou. Nessa data, as famílias preparam a bebida para um momento de confraternização.

Voltando à cooperativa, a partir da retomada de suas atividades, o grupo vem se posicionando para produzir o vinho de forma mais profissional. “A partir de 2018, nós iniciamos uma jornada, enquanto cooperativa, para produzir essa bebida de uma forma mais qualificada. Nós tivemos apoio do Sebrae e tivemos apoio da Secretaria de Turismo do nosso município”, revelou a gestora, destacando a participação de outras entidades fundamentais para a elaboração da bebida com o máximo de qualidade. “Nós também tivemos a participação, bem importante, da Embrapa e da Companhia dos Fermentados de São Paulo. Essas instituições juntaram-se e promoveram uma capacitação conosco, no período da safra da Jabuticaba. E começamos a fazer essa bebida com o mesmo processo que é feito o vinho de uva” disse.

A cooperativa tem ainda muitos desafios. No entanto, a força empreendedora feminina tem moldado uma trajetória vitoriosa, impulsionada desde a retomada dos trabalhos em 2018; a perspectiva é de um futuro promissor.
Salete observa que nem sempre os principais desafios são externos, ainda há muito o que fazer dentro do ambiente da própria cooperativa. Como a maioria dos membros é mulher, elas ainda precisam conviver com o preconceito e a desconfiança.
“Na cooperativa, nós somos em maioria mulheres. Enfrentamos dificuldades sim, porque o preconceito tá enraizado na sociedade de forma geral, né? E nós temos ainda esses perrengues dentro da cooperativa. Mas nós mulheres temos assumido nosso papel com destaque, seja na produção, seja na comercialização. Ou, seja, estamos participando ativamente”, enfatiza.

Produtos da Coopcam: destaque para o vinho de jabuticaba. Foto: divulgação.

O que se depreende dessa atuação é que Salete, antes de ser uma das principais liderança da Coopcam, aprendeu ao longo de sua marcha como mulher empreendedora, a liderar suas próprias ações, se impor e fazer sua voz ser ouvida e respeitada. Esse, inclusive, é o conselho que ela deixa para as mulheres que pretendam enveredar pelos caminhos do empreendedorismo.

“Na vida, na cooperativa, nos negócios, enfim, o conselho que eu deixo para outras mulheres é que participem, se imponham, falem, deem sugestões, sejam ativas. Façam suas opiniões terem valor, com atitudes e ações. Não é somente com a fala, mas, como já disse, com atitudes, a cada dia e pegando, como a gente diz, no pesado também. Mostrem suas competências. Sejam determinadas", sentencia.

Traje impecável e elegante

Depois desse banquete com doces, geleias e vinho de jabuticaba nossa incursão continua. Agora vamos falar de um lugar que cuida de um outro “prazer” das pessoas: da elegância do bem vestir. Vamos conhecer Maria José Martins, 66 anos, proprietária do Ateliê Majô Martins enxovais. Bem sucedida em seu ramo de negócio, dona Mazé, como, também, é conhecida, tem uma agenda extensa de clientes. “No ateliê, digo não a clientes todos os dias. Tenho fila de espera. Já estou com a agenda completa até agosto”, declara. Esta fala, antes de refletir algum tipo de soberba, como poderiam pensar alguns, revela uma história de sucesso que começa bem lá atrás, com Mazé ainda criança.

A mestra e suas discípulas. Foto: cortesia

Ela lembra que a paixão pela profissão começou ainda na infância. “Morando numa cidade do Alto Sertão Alagoano, sem água, sem luz elétrica, sem escolas profissionalizantes, cursos e afins. Portanto, tive que aprender sozinha”, explicou.
A certeza que a costura faria parte da sua vida profissional “contaminou” a família e já aos 14 anos teve sua primeira máquina de costura. Foi um presente de seu pai, já convencido do talento da filha. “Aí então, de posse dessa máquina, fiz meu ateliê, em uma área da casa. Fiz propaganda e começaram a vir os primeiros clientes. Eram as pessoas da própria rua onde eu morava”, disse.

Ela se recorda que a notícia de uma criança costurando foi se espalhando e junto veio a curiosidade e a desconfiança. A dúvida tomou conta dos moradores: como uma criança poderia costurar daquela maneira? Os moradores da localidade, incrédulos, acreditavam que era a sua mãe que fazia as costuras. “Interessante é que minha mãe não sabia sequer dar um ponto”, brinca.

Nesse começo de carreira onde a jovem costureira já experimentava a fama e, também, ganhava algum dinheiro, uma preocupação pairava no ar: “Eu me tornei uma adolescente com tanta costura que eu não tinha mais vida”, lamenta.
Esse primeiro momento revela a empolgação de uma menina apaixonada pelo ofício da costura. Passados os anos, a paixão permaneceu como uma missão a ser cumprida e a jovem empreendedora deu lugar a uma mulher madura que se especializou nesse ofício e também na gestão do que viria a se tornar, literalmente, o negócio da sua vida.

Até atingir a maturidade como profissional, a família da empreendedora deixou a cidade natal, Maravilha, passou por outras cidades, até se estabelecer em Palmeira dos Índios. “Quando chegamos aqui na cidade, eu fiz vários cursos. Muitos foi pelo Sebrae. Fiz até cursos por correspondência, porque naquela época não tinha os cursos que eu queria na área de costura. De maneira que tudo que fosse na área da costura, do empreendedorismo, eu fazia mesmo e corria atrás, apesar de todas as dificuldades”, lembra.

A empreendedora aproveita e faz um paralelo entre seu início de carreira – com todas as dificuldades enfrentadas e poucas oportunidades – com os tempos atuais, momento que, de acordo com sua avaliação, o mercado de trabalho anseia por mão de obra. “Hoje, pasmem! As oportunidades são imensas para quem quer aprender, para quem quer se profissionalizar. E sem contar que nós estamos tendo um apagão dessa mão de obra, né? As fábricas aí com dificuldades de contratação, porque não estão achando essa mão de obra. É um nicho maravilhoso”, enfatiza.

Ainda nesse contexto, a empresária dá uma dica para as empreendedoras de plantão: esse é um ramo promissor, lucrativo. Eu acho que tem muita gente que ainda não se atentou para isso”, conclui. Ela ainda reforça a oportunidade que esse seguimento oferece, destacando agora o caminho para quem se dispõe a empreender. “Hoje as pessoas que tem expertise estão muito bem, com salários maravilhosos. Para você ter uma ideia, tem muita gente que não quer mais nem trabalhar registrado nas firmas, porque abrem os seus ateliês e estão tendo uma rentabilidade maior. Esse é um outro caminho”, aponta.

Essa dica não é só de uma empresária bem-sucedida e experiente na sua carreira, mas sim de uma pessoa generosa que passou oito anos como voluntária, formando mão de obra, capacitando pessoas para trabalharem nas indústrias locais. Trabalho desenvolvido com o apoio do Projeto Empreender. Mais uma vez o apoio institucional é decisivo para que ações empreendedoras tenham sustentabilidade e deem frutos para a sociedade, como geração de emprego e renda. Neste quesito, ela destaca também, a importância da Câmara Setorial do Têxtil, ligada à Associação Comercial de Palmeira dos Índios (ACEPI).  “Muitas costureiras receberam máquinas emprestadas e depois conseguiram comprar suas próprias máquinas e foram devolvendo as dos programas. Muitas delas formaram seus ateliês em suas casas. É muito gratificante saber que esse pessoal está gerando renda e trabalhando a partir desses programas”, finaliza.

A empreendedora argumenta que sua generosidade é simplesmente uma forma de retribuir tudo o que conquistou com seu trabalho. “Quando eu consegui tudo com a costura, eu me senti muito grata e eu queria agradecer a Deus de uma forma que eu pudesse mudar vidas, transformar vidas. Assim, como a minha foi transformada, eu queria mostrar que outras pessoas também poderiam ter suas vidas transformadas com esse ofício”, avalia.

E não foi pouco o que dona Mazé conquistou ao longo desses mais de 50 anos de profissão. Hoje é uma pessoa realizada. É dona de dois ateliês, um de conserto e outro de costura sob medida. Também confecciona sob demanda fardamentos e trajes para eventos. Tem ainda um setor de corte, que atende a outros ateliês e costureiras. Foi proprietária de uma confecção de cama, mesa e banho. A empresa foi desativada na época da pandemia por falta de fornecedores.
Dona Mazé, é uma vencedora.

Dona Mazé e sua antiga companheira de trabalho: só carinho. Foto: cortesia

Mas para que essa frase não se torne lugar-comum e seja mais um clichê, vamos às palavras da empreendedora: “tudo que tenho foi a costura que me proporcionou. Minha casa, meu carro, meu conforto, a formação dos meus filhos. Hoje, graças a Deus, eles vivem muito bem, consegui formá-los e não foi fácil. Foi com muita dificuldade, mas eu consegui”, orgulha-se e continua “uma pessoa vindo do Alto Sertão Alagoano, filha de uma dona de casa e de um carpinteiro que tinham sete filhos. Um homem semianalfabeto, uma mãe semianalfabeta. E assim, eu me sinto uma vencedora”, finaliza.

Programas Institucionais e a garantia da mobilidade social

Ao longo dessa reportagem foram destacados pelas três personagens a necessidade e importância de programas de apoio as iniciativas empreendedoras. Em todos os depoimentos ficou claro o quanto essas ações estatais foram decisivas para o sucesso e a sustentabilidade dos negócios. Para referendar essa constatação ouvimos a especialista Cléa Carvalho, CEO da MDE Eventos e Soluções Empresariais.

Cléa Carvalho - na defesa dos programas de apoio ao empreendedorismo: "que não sejam descontinuados". Foto: cortesia

Em um primeiro momento, ela destaca a importância das entidades representativas do setor produtivo como interlocutoras, atuando de forma a integrar as demandas dos empreendedores e as ações governamentais de fomento ao empreendedorismo. "Esses programas, realizados por entidades como as Associações Comerciais, a Confederação das Associações Comerciais e a Federação das Indústrias, demonstram como as instituições podem ser grandes parceiras do desenvolvimento econômico, quando trabalham de forma integrada com os empreendedores e com o poder público".

Como exemplo prático dessa transformação econômica, a especialista lembra do programa Viva as Marias, desenvolvido há alguns anos em Palmeira dos Índios. "A iniciativa teve como foco mulheres de comunidades em situação de vulnerabilidade social. O trabalho consistiu em identificar as potencialidades locais e transformar conhecimento e produção em oportunidades de geração de renda", explicou.

Entusiasta da adoção desses programas como ferramenta de transformação social e econômica, Cleá Carvalho defende que poder público e entidades do setor produtivo se mobilizem para evitar a descontinuidade dessas ações. "Defender a continuidade desses programas é defender o desenvolvimento regional, a geração de emprego e renda e a valorização das pessoas. A experiência mostra que esses programas provaram ser essenciais para o crescimento econômico e social dos nossos territórios", enfatizou.

 

 

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Comentários


  1. São histórias como essas, perfis como estes, que inspiram, despertam, englobam e atraem toda atenção dos agentes envolvidos da cadeia produtiva como um todo. Como deixar de destaca, o do negócios ne.com, a funcionar como um provocador excepcional dos agentes públicos e de público alvo

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