Anuário do Mapa mostra força da indústria cervejeira, que gerou quase 42 mil empregos diretos e movimentou mais de US$ 218 milhões em exportações

O mercado cervejeiro brasileiro segue mostrando fôlego. Mesmo em um cenário econômico desafiador, o setor alcançou em 2025 números históricos em produção, exportação e diversidade de marcas. Dados do Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), revelam que o Brasil fechou o ano com 44.212 cervejas registradas e 1.954 cervejarias espalhadas pelo país.
O levantamento aponta ainda que o país ultrapassou a marca de 56 mil marcas de cerveja registradas, reforçando a expansão e a diversificação de uma cadeia produtiva que movimenta indústria, comércio, turismo e geração de empregos.
Apesar do crescimento mais moderado no número de cervejarias, alta de 0,3% em relação a 2024, o setor mantém trajetória consistente. Desde o início da série histórica do Mapa, o avanço no número de estabelecimentos chega a impressionantes 4.785%.
São Paulo continua liderando o ranking nacional, com 452 cervejarias registradas. Já a região Sudeste concentra quase metade das fábricas do país. Ao todo, a atividade cervejeira já está presente em 794 municípios brasileiros.
Outro dado que chama atenção é o potencial econômico da cadeia. Em 2025, o Brasil produziu mais de 15 bilhões de litros de cerveja, sendo quase um terço desse volume formado por cervejas puro malte, segmento que vem ganhando espaço entre consumidores que buscam produtos mais premium.
No mercado internacional, a cerveja brasileira também avançou. Mesmo com uma leve queda no volume exportado, o valor das exportações atingiu o maior patamar da história: US$ 218,4 milhões. O resultado mostra uma valorização do produto brasileiro lá fora e consolida o país como fornecedor competitivo no mercado sul-americano.
O Paraguai segue como principal destino da cerveja brasileira, seguido por Bolívia, Uruguai, Argentina e Chile. Juntos, os países da América do Sul representam praticamente todo o volume exportado pelo Brasil.
As importações também cresceram fortemente em 2025, impulsionadas principalmente pelos Estados Unidos, que responderam por mais de 74% da cerveja importada pelo país.
Além dos números de mercado, o setor reforça sua relevância na geração de renda. A indústria de bebidas ultrapassou 143 mil empregos diretos no ano passado. Desse total, quase 42 mil vagas estão ligadas diretamente à produção de cerveja, malte e chope.
O anuário também identificou novas tendências de consumo. A produção de cervejas sem glúten, por exemplo, cresceu mais de 400%, indicando mudanças no perfil do consumidor e maior abertura para nichos especializados.
Mais do que uma bebida, a cerveja segue consolidada como uma das cadeias produtivas mais relevantes da indústria brasileira, movimentando agricultura, logística, turismo, bares, restaurantes e pequenos negócios em todas as regiões do país.
