Volume de crédito cresceu 335% em 2025 e fortalece produção sustentável, geração de renda e preservação ambiental

A agricultura familiar de base agroecológica vive um momento de forte expansão no Nordeste. Em 2025, o Banco do Nordeste aplicou R$ 1,6 bilhão em financiamentos voltados para produtores rurais que adotaram práticas sustentáveis no campo. O volume representa um crescimento de 335% em relação ao ano passado e foi distribuído em mais de 124 mil operações realizadas nos estados nordestinos e em parte de Minas Gerais e Espírito Santo.
O avanço do crédito reforça um modelo de produção que alia desenvolvimento econômico e preservação ambiental. A agroecologia tem ganhado espaço entre pequenos produtores por incentivar sistemas mais sustentáveis, com preservação do solo, uso consciente dos recursos naturais e redução dos impactos ambientais.
Os financiamentos foram realizados por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf, utilizando linhas como Pronaf Floresta, Sistema Agroflorestal e Sistema Produtivo Agroecológico ou Orgânico. A principal porta de acesso ao crédito foi o Agroamigo, programa de microfinança rural do Banco do Nordeste voltado especialmente aos pequenos produtores.
O Pronaf Agroecologia contempla investimentos em sistemas orgânicos e agroecológicos, incluindo despesas com implantação, manutenção da produção, conversão produtiva e certificação orgânica. Os financiamentos podem chegar a R$ 450 mil por ano agrícola para atividades como suinocultura, avicultura, aquicultura, carcinicultura e fruticultura. Para os demais empreendimentos, o limite é de R$ 250 mil por mutuário a cada ano agrícola.
A expectativa para 2026 é de nova expansão. O Banco do Nordeste prevê quase 96 mil financiamentos pela linha Agroecologia Agroamigo, com potencial de movimentar cerca de R$ 1,8 bilhão em investimentos voltados para o fortalecimento da agricultura sustentável na região.
