Alta de 0,3% recoloca setor no maior patamar da série histórica e confirma força das atividades de tecnologia, transporte e serviços corporativos na economia
Da Redação*

O setor de serviços brasileiro iniciou 2026 mostrando resiliência. Em janeiro, o volume de atividades cresceu 0,3% e voltou ao maior nível da série histórica, igualando os recordes registrados no fim de 2025. Os dados foram divulgados pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Mensal de Serviços.
Embora o avanço seja considerado moderado pelos técnicos do instituto, o resultado indica estabilidade e manutenção do dinamismo do setor, que representa a maior parcela da economia brasileira.
Na comparação com janeiro do ano passado, o crescimento chega a 3,3%, enquanto no acumulado de 12 meses a expansão é de 3%.
Um dos dados mais relevantes do levantamento mostra o quanto o setor avançou nos últimos anos.
Atualmente, o nível de serviços está 20,1% acima do registrado em fevereiro de 2020, período anterior à pandemia de covid-19.
Isso demonstra não apenas recuperação, mas também expansão estrutural das atividades ligadas a serviços, especialmente aquelas relacionadas à digitalização da economia e ao aumento da demanda por soluções corporativas.
O levantamento acompanha 166 tipos de serviços, organizados em cinco grandes grupos econômicos. Três deles registraram crescimento em janeiro.
O destaque foi o grupo chamado de “outros serviços”, que avançou 3,7%. O crescimento foi impulsionado principalmente por atividades como:
agenciamento de espaços de publicidade
serviços financeiros auxiliares
atividades de correio
Esse desempenho sugere maior movimentação empresarial e comercial, já que essas atividades costumam crescer quando há aumento da atividade econômica.
O setor de informação e comunicação cresceu 1%, reforçando a importância cada vez maior das áreas de tecnologia e serviços digitais.
A expansão reflete a forte demanda por:
tecnologia da informação (TI)
serviços digitais
soluções de comunicação e dados
Esse segmento tem sido um dos mais dinâmicos da economia brasileira nos últimos anos.
O grupo de transportes registrou alta de 0,4%, sinalizando maior circulação de mercadorias e pessoas — um indicativo importante de atividade econômica.
Já os serviços profissionais e administrativos ficaram estáveis, enquanto os serviços prestados às famílias recuaram 1,2%, possivelmente refletindo ajustes no consumo após o período de festas de fim de ano.
O índice de atividades turísticas, também calculado na pesquisa, apresentou queda de 1,1% em janeiro na comparação com dezembro.
Apesar do recuo mensal, o turismo continua em expansão no comparativo anual: alta de 3,5% em relação a janeiro de 2025.
O crescimento foi puxado principalmente por:
transporte aéreo de passageiros
agências de viagens
restaurantes
serviços de reservas e hospedagem
O indicador reúne 22 atividades ligadas ao turismo, como hotéis, eventos e transporte turístico.
Os dados do setor de serviços reforçam uma tendência observada também em outros indicadores recentes da economia.
Nos últimos dias, o IBGE divulgou que:
a indústria cresceu 1,8% de dezembro para janeiro
o comércio avançou 0,4% no mesmo período
O conjunto desses resultados indica início de ano com atividade econômica aquecida, apesar de desafios como juros elevados e incertezas no cenário internacional.
Como o setor de serviços responde pela maior parte do PIB brasileiro, sua estabilidade em níveis recordes ajuda a sustentar o crescimento da economia.
Para empresários e investidores, os números indicam que áreas estratégicas continuam em expansão, especialmente:
tecnologia e inovação
logística e transporte
marketing e publicidade
serviços corporativos
Esses segmentos tendem a acompanhar o avanço da digitalização da economia e o aumento da demanda por soluções empresariais.
*Com informações da Agência Brasil
