Contrato vai gerar 800 empregos no Nordeste e fortalecer a cadeia produtiva nacional. A parceria vai retomar as operações da fábricas de fertilizantes FAFEN-BA e FAFEN-SE.
Da Redação

A empresa volta ao mercado de fertilizantes e impulsiona a economia do Nordeste
A Petrobras oficializou um passo estratégico para retomar protagonismo no mercado de fertilizantes no Brasil. Em parceria com a empresa Engeman, a estatal coloca em funcionamento as Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia e de Sergipe (FAFEN-BA e FAFEN-SE), além dos terminais marítimos de amônia e ureia no Porto de Aratu. As atividades operacionais e de manutenção das fábricas ficaram a cargo da Engeman.
O contrato, assinado na última sexta-feira (12), marca a reativação dessas unidades que estavam paralisadas e traz uma promessa concreta de geração de 800 empregos diretos e indiretos, com prioridade para a mão de obra local.
A previsão é que a posse para a Petrobras seja restabelecida no mês que vem. Neste prazo a Unigel, responsável pelas unidades desde 2019, desmobilizará suas equipes.

Capacidade produtiva das FAFENs
As duas unidades terão papel central no fornecimento de fertilizantes, especialmente para o agronegócio:
Com essa retomada, a Petrobras reforça sua estratégia de reduzir a dependência externa de insumos agrícolas, fundamentais para a produção de alimentos no Brasil.
Impacto econômico e social no Nordeste
A parceria firmada nos moldes de Operação e Manutenção (O&M) terá duração de até cinco anos e traz impactos diretos no desenvolvimento regional. O modelo privilegia contratações locais, fomentando não apenas o emprego, mas também a cadeia produtiva de serviços e fornecedores da região.
De acordo com especialistas do setor, a reabertura das fábricas representa um avanço estratégico: fortalece a segurança alimentar do país, amplia a autossuficiência em fertilizantes e gera diversificação da economia nordestina.

Nova fase da Petrobras e os desafios do setor
O presidente da Petrobras destacou que este contrato simboliza “um novo momento da estatal no setor de fertilizantes”, alinhado à estratégia de crescimento sustentável e fortalecimento da indústria nacional.
Já para a Engeman, parceira na operação, trata-se de um “compromisso de longo prazo com eficiência e inovação, garantindo qualidade e segurança para atender às demandas do agronegócio e da indústria brasileira”.
Perspectivas para os próximos anos
Com a reativação das FAFENs, o Brasil pode se aproximar de um cenário de maior competitividade agrícola. Além de baratear custos de produção para agricultores, o projeto deverá movimentar setores como transporte, comércio e serviços, trazendo reflexos positivos em toda a economia regional.
A reentrada da Petrobras neste segmento também reposiciona o país em debates internacionais sobre segurança alimentar e insumos agrícolas, um campo de crescente relevância geopolítica.
