
Processos industriais nos quais resíduos, ao invés de serem descartados no meio ambiente, são utilizados como matéria prima para confecção de produtos contribuem decisivamente para reduzir os danos ambientais, além de gerar significativa economia. Obedecendo a essa lógica, a Agreste Saneamento, empresa do grupo Iguá Saneamento, que atua em Alagoas, vem reaproveitando o lodo, material que é resultado do tratamento de água nas Estações de Tratamento da companhia, para fabricação de tijolos ecológicos.
O resíduo, que antes tinha como destino o descarte em aterros, é retirado a cada dois meses das unidades de tratamento dos municípios de São Brás e Arapiraca e destinado a cerâmicas locais. Angela Lins, diretora-geral da companhia, ressalta que além da medida contribuir decisivamente para a sustentabilidade ambiental ainda fomenta a economia da região. Nesse contexto, a executiva assegura que “a destinação do lodo para a fábrica de cerâmica reflete na contratação de mão-de-obra para suprir a demanda de construção de tijolos”.
Resultados

Dados de 2024 apontam que aproximadamente 1.630 toneladas de lodo passaram pelo processo de desidratação para em seguida serem destinados as cerâmicas da região e por fim serem utilizados como matéria prima para a construção dos tijolos ecológicos. A medida também gerou uma economia de R$ 203 mil.
Outra consequência positiva de todo esse processo alcança os agricultores da região. Eles recebem como doação as mantas geotêxteis que são utilizadas na desidratação do lodo. O material, que tem alta durabilidade, auxiliar no cultivo de hortaliças ajudando na economia de água em até 40% e também permite a redução do uso de agrotóxicos.
A Agreste Saneamento está no mercado alagoano há 13 anos e, por meio de uma parceria público-privada, atua juntamente com a Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL), realizando as atividades que asseguram as melhorias nos sistemas de abastecimento de água em 10 municípios do estado. Como se percebe os resultados dessa agenda ambiental tem sido relevante, não só para a companhia, mas para outros setores produtivos, impactando positivamente a região.
Da Redação
