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Cícero Rodrigues
Diretor de arte, articulista.
Opnião

Ubiquidades

Publicado por: Cícero Rodrigues
Postado:  23/04/2025

Manuel Bandeira foi quem melhor nos fez perceber a ideia de ubiquidade, contudo ele usou o termo, que transmite a ideia de onipresença, para algo diferente do uso que se fará aqui. Longe de querer comparar-se a um texto do poeta pernambucano, aqui vamos tratar a questão da onipresença em um ambiente completamente diferente do ambiente poético, convidando a pensar quais coisas são e deveriam ser cultivadas como onipresentes, ou onipresenças, em nossa vida. Embora onipresença seja um termo culturalmente usado quase que exclusivamente em ambiente religioso, é possível expandir sua aplicação para outras esferas. Isto aplica-se aos âmbitos pessoal e profissional e, se a gente forçar um pouco, aos ambientes corporativos.

Aquilo que nos define como cidadãos – ou como seres humanos – certamente precisa ser onipresente no modo de encarar as situações positivas e negativas do dia a dia e ter em perspectiva superar os desafios. Aquilo que é ubíquo em nosso jeito de interagir nos diferentes ambientes, pode potencializar possibilidades e ações, pode otimizar recursos individuais e coletivos.

As corporações também possuem jeitos de imaginar possibilidades criativas a partir daquilo que precisa ser ubíquo no ambiente de negócios. Os processos corretos são uma destas “onipresenças necessárias”, inclusive para construir uma imagem onipresente nas escolhas de consumo de seu público-alvo. Isso porque tanto pessoas como empresas têm responsabilidades sociais que impactam a vida da comunidade. E não é socialmente aceitável que as ações de uma empresa tragam danos onipresentes para as pessoas.

Se Bandeira algum dia ler este breve texto, fica aqui nossa gratidão por ter inspirado este modesto artigo sem nenhuma poesia, sem nenhuma métrica e sem nenhuma beleza estética que se aproxime seu poema homônimo* ao título do artigo. Valeu, Bandeira, pela ubiquidade da beleza em sua poética.

*Ubiquidade (é o título de um poema do pernambucano Manuel Bandeira, escrito em 1943 e que faz parte do livro Lira dos Cinquent’ Anos).  

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